23/03/2020

UNIVERSIDADES AMERICANAS SE REINVENTAM DE MANEIRA CRIATIVA PARA DRIBLAR A QUARENTENA

Com o avanço do Covid-19 pelo mundo, muitos países têm decretado quarentena aos poucos, como forma de evitar aglomerações e, consequentemente, o avanço da doença. Nos Estados Unidos, país que é uma referência global na educação, instituições de ensino como faculdades e universidades estão tendo que se reinventar de forma rápida, criativa e eficaz, a fim de dar continuidade às aulas e demais atividades escolares. 

Impossibilitados de manter as aulas e demais atividades presenciais, muitas universidades têm optado migrar para o contexto digital e conduzir suas aulas online. É inegável que com a crescente virtualização dos estudos ao longo dos últimos anos, o espaço digital ganha um boom neste período de crise em que o mundo vive e, apesar de tantas notícias negativas circulando por aí, há muitas inovações que merecem ser conhecidas e celebradas.

Utilizando-se das ferramentas de videoconferência, como o Google Meet, que liberou gratuitamente ferramenta para aulas, reuniões e videoconferências para até 250 pessoas, instituições como a Columbia University, Princeton, Harvard, Stanford e outras várias universidades têm adotado e testado o novo formato de aulas, agora por meio do computador, para dar continuidade até o fim do semestre, quando os alunos voltam das férias de primavera.

Além das aulas onlines, em muitas das universidades, a virtualização não foi somente das aulas, mas também do atendimento e serviço bibliotecário, seminários e outras atividades. Com títulos disponíveis em plataformas digitais e atendimento remoto, os alunos conseguem acessar livros mesmo de casa. Segundo Laurence Bacow, presidente da Harvard University, "o objetivo dessas mudanças é minimizar a necessidade de unir-se a grandes grupos e passar um tempo prolongado muito próximo a outros".

Com milhares de estudantes internacionais, coube a cada instituição decidir individualmente qual a melhor para a segurança dos estudantes e da comunidade. Por ser tradicional os dormitórios na próprias universidades, algumas optaram por enviar os alunos para casa; outras universidades permitiram que alguns estudantes internacionais e domésticos morassem nos dormitórios (temporariamente ou até o final do ano acadêmico), a medida em que seguem com o curso online.

Aliado a isso, uma outra medida tomada pelas universidade têm sido a de cancelamento de viagens. Aos que aproveitavam as férias de primavera, a recomendação é para que permaneçam em casa, e àqueles que se encontravam um programas internacionais na Europa e em outros lugares, os estudantes foram direcionados a retornarem às suas casas em seus respectivos países de origem. A situação de cada instituição é diferente, mas alguns estudantes encontraram ajuda com moradia, passagens aéreas, etc., como é o caso da Tufts University, na qual a universidade custeou as passagens aéreas para os alunos que precisassem para que retornassem para casa e, além disso, os próprios alunos se juntaram para organizar um fundo de ajuda à funcionários e estudantes em necessidade.

PROCESSOS SELETIVOS PARA ADMISSÃO

Para aqueles que se preparam para estudar fora, a dúvida que paira é sobre o andamento dos processos seletivos, prazos de entrega dos documentos e testes internacionais. Devido também aos últimos acontecimentos, as instituições estão cientes de que é possível que haja atrasos devido à desastres naturais, doenças, etc. e, por isso, o posicionamento é de trabalhar individualmente com os alunos nesse casos, uma vez que cada país está vivendo situações completamente diferentes.

É possível que muitos dos candidatos à admissão no outono de 2020 tenham dificuldades para cumprir com os prazos inicialmente propostos na entrega dos documentos exigidos. Para tanto, a orientação é que, caso percebam que não conseguirão cumprir os prazos de entrega referente às transcrições, notas, e demais documentos, os estudantes e conselheiros/orientadores deverão entrar em contato, diretamente, com as instituições de ensino superior (IES) para informar sobre suas respectivas dificuldades.

Vale ressaltar ainda que é da responsabilidade de cada aluno informar às faculdades e universidades e, por isso, não devem assumir que a instituição está ciente de seus desafios. Ainda é cedo para afirmar se haverá qualquer mudança no calendário de maneira oficial, ou se isso vai alterar a entrada de novos alunos, mas a expectativa das universidades é que situação seja normalizada em breve.